Nesse vídeo Zarattini faz um balanço do movimento, aborda sua continuidade e deseja boas festas a todos. Veja agora e comente.
O uso dos rios como transporte na cidade de São Paulo

Temos dois temas muito fortes que estão sempre mobilizando as pessoas e gerando muitos comentários aqui no Blog e no Facebook. Estamos falando da questão dos transportes e da alimentação. Alguns dias atrás a Angela F. Alem abordou um tema muito interessante, o aproveitamento do potencial hídrico de nossa cidade, ou seja, o uso dos rios como transporte público e até de cargas. Além de ser mais uma opção ao nosso já congestionado e caótico trânsito, ela traria ainda um benefício ecológico, já que é um transporte muito menos poluente. Outro ponto interessante nessa discussão é que o transporte de cargas também poderia se apropriar dessas hidrovias e, com planejamento, teríamos redução de preço de alimentos, por exemplo.
Na prática, temos três rios de grande porte que permitem circulação na cidade, o Tietê, o Tamaduateí e o Pinheiros. Como o primeiro corta toda a nossa cidade, estamos falando de ter um sistema hidroviário que pode se tornar uma excelente alternativa para os moradores. Imagine que na hora do rush, ao invés de encarar a Marginal Pinheiros, você poderá pegar um catamarã ou aerobarco e atravessar a região sem sofrer no trânsito. Não seria ótimo?
Esse é um tema que acreditamos muito e vamos levantar essa discussão de forma mais enfática. Queremos ela na boca dos candidatos para a próxima eleição. Vamos unir em um projeto consciência ecológica, qualidade de vida pra população e opção para transporte de cargas para a indústria.
O que você acha?
Falta de pequenos cuidados atrapalham a vida do paulistano

Como estamos discutindo aqui desde o início do movimento, o dia a dia no trânsito paulistano faz a gente perder tempo, horas com a família e com os amigos e até horas de descanso. Pois ontem e anteontem a cidade de São Paulo sofreu com imensos congestionamentos por conta de dois acidentes em algumas das principais vias da cidade.
Na quinta-feira ocorreu uma batida na Av. 23 de Maio (o eixo norte-sul da cidade) entre dois caminhões que demorou 8 horas pra ser resolvida. Na sexta-feira, foi na Marginal Tietê, um veículo colidiu com um poste. Demorou doze horas pra ser removido! Em ambos os casos faltou agilidade da Prefeitura para tomar as providências e devolver o trânsito a normalidade.
Há muito se fala em “monitorar” o trânsito através de câmeras e radares. De fato, com isso as multas aumentaram, mas para que o monitoramento tenha conseqüência realmente positiva é necessário que se tenha a ação e a solução. Para isso, são precisos homens, viaturas, guinchos e procedimentos. E parece que é isso que não existe em São Paulo. Como consequência os paulistanos perderam horas no trânsito, compromissos e descanso. E você, tem sofrido muito no trânsito? Tem idéias para compartilhar?
Creches em São Paulo
Destacamos abaixo uma matéria do Estadão. Nela, percebemos claramente como a falta de investimento em educação pode sim refletir diretamente no bolso dos cidadãos. Veja o caso da Priscila, que espera há 14 meses na fila para conseguir colocar sua filha em uma creche municipal. Enquanto isso, ela desembolsa R$ 200,00 por mês para deixar a filha com uma babá comunitária. A Prefeitura anunciou essa semana que vai tentar resolver essa questão priorizando as crianças mais pobres. Mas isso é paleativo, não resolve nosso problema. A educação é um direito universal e precisa ser acessível a todos. Nossa cidade precisa de mais creches. Investimentos nessa área são prioritários e podem tornar a vida de muita gente mais humana e mais barata. E você, o que pensa disso? Precisa gastar com creche ou escola? Pesa muito no bolso?
Clique aqui e leia a matéria na íntegra.
Discutindo a questão da habitação em São Paulo
Após extensa discussão sobre moradia que tivemos aqui no Blog e na “Fan Page do Facebook“, usamos um exemplo real para ilustrar uma idéia que pode ajudar milhares de pessoas, facilitando a compra ou o aluguel de imóveis na região central da cidade.
Proibição a Caminhões eleva o custo de vida na cidade
A Prefeitura de São Paulo vai ampliar as restrições aos caminhões na cidade. Uma medida que parece acertada para o senso comum tem custos muito altos para o cidadão. Com as restrições, o transporte de mercadorias de todo o tipo (desde alimentos até matéria prima para a indústria e bens para o comércio) tem que ser realizado em horários noturnos que implicam em mão de obra mais cara e um maior número de veículos, o que também aumenta os custos. O alívio no trânsito é temporário como pudemos observar na Av. Bandeirantes onde já vigora a restrição, mas o aumento nos custos de transporte são permanentes.
Na nossa opinião a Prefeitura deveria organizar um sistema de abastecimento, com novas centrais como o CEAGESP e instituir horários diferenciados para determinadas cargas, escalonando a circulação.
Centros de distribuição para reduzir o custo da alimentação na cidade de São Paulo
Realizamos uma enquete no Facebook que perguntava: “o que mais pesa no seu bolso na hora de fechar as contas do mês?”. Foram quase 400 votos e tivemos o item ALIMENTAÇÃO em primeiro lugar, seguido logo atrás por MORADIA. Por isso, debatemos o tema aqui no Blog e na nossa “Fan Page” do Movimento e encontramos uma solução interessante. Assista ao vídeo abaixo e deixe aqui sua opinião.
Democratização da Cultura em São Paulo
A discussão sobre acesso a cultura começou na “Fan Page” do Movimento no Facebook, com a Renata e o Márcio. Trabalhamos o assunto dentro de casa, discutimos e vimos a oportunidade de utilizar os 45 CEUs que temos em nossa cidade.
Ciclovias em São Paulo
Nesse vídeo Zarattini fala sobre o papel importante que as ciclovias podem ter na questão do trânsito na cidade de São Paulo.
Trânsito e Impostos
Nosso movimento começa a ter a resposta que eu e os outros idealizadores queríamos: as pessoas têm participado, enviando ideias, críticas, sugestões e, muitas vezes, têm feito isso até de forma mais dura. Sei que a classe política tem um longo caminho pela frente, para reconquistar a confiança das pessoas, mas isso é uma outra história.
Aqui no nosso espaço, um tema que tomou grande parte das discussões foi o trânsito. Nossa cidade e seus moradores vivem diariamente essa questão e a solução não é fácil, mas temos alternativas. Algumas delas discutidas aqui.
Na nossa visão, e de boa parte das pessoas que participaram, a solução está na necessidade de investir na infraestrutura de transporte público, ampliando os corredores de ônibus e as faixas exclusivas. Eles garantem uma velocidade superior a dos automóveis e permitem que mais gente viaje com rapidez. Precisamos também cuidar para que esses corredores sejam eficientes, para isso eles precisam ter um sistema de controle similar ao do metrô, que garanta agilidade no seu funcionamento e gestão operacional. Mas os corredores não substituem o metrô. Ele deve continuar a ser construído para oferecer um transporte à altura da extensão da nossa cidade. No entanto, seu tempo de construção e seu custo são muito superiores aos dos corredores.
Já o bilhete único baixou o custo do transporte público para a população. As pessoas pagam apenas uma vez para utilizar mais de uma linha. E podem fazer mais de uma tarefa, descendo e subindo dos veículos. Podemos melhorar esse serviço? Sim, com o Bilhete Único Diário, Semanal e Mensal, para baratear ainda mais o custo do transporte para as pessoas. Como vereador, em 1995, aprovei na Câmara Municipal o projeto do Bilhete Único, que foi vetado por Paulo Maluf, então prefeito. Como secretário de Transporte do governo Marta Suplicy, fiz a sua implantação na nossa cidade.
Uma importante mudança está vindo. Aqui em Brasília, como deputado federal, fui relator do Projeto de Lei que propõe a desoneração do transporte público. Ou seja, a retirada dos impostos municipais, estaduais e federais que recaem sobre a tarifa dos ônibus, metrô e trem. O Projeto de Lei já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está sendo votado no Senado. Com a retirada desses impostos, o Bilhete Único será implantado em todas as Regiões Metropolitanas do Brasil e a tarifa poderá ser reduzida entre 20 e 25% . Não é tudo que precisamos, mas já é um começo!

